TRE indefere candidaturas de Jeremias do Banco ao governo, Pastor Gilvan ao Senado e 61 postulantes a deputado estadual
10/09/2026
(Foto: Reprodução) Candidaturas de Jeremias do Banco ao governo e de Pastor Gilvan ao Senado são indeferidas
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) informou, nesta quinta-feira (10), que indeferiu o registro de candidatura do Professor Jeremias do Banco e do Pastor Gilvan Costa (veja vídeo acima). Eles são candidatos ao governo de Pernambuco e ao Senado, respectivamente, pelo partido Democrata.
Também foram indeferidos os registros de outros 61 candidatos a deputado estadual, incluindo 20 dos 23 postulantes lançados pelo Democrata. A decisão atingiu, ainda, todos os 40 candidatos do Mobilização Nacional (Mobiliza) e um do Republicanos.
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As decisões foram tomadas por unanimidade durante sessões realizadas na quarta (9) e nesta quinta (10). Os candidatos podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A defesa do Pastor Gilvan disse que a situação da candidatura é regular e vai entrar com um recurso contra a decisão, e o partido Democrata afirmou que também vai recorrer do indeferimento (saiba mais abaixo). O g1 tenta contato com os partidos Mobiliza e Republicanos.
Segundo o TRE, no caso do Democrata e do Mobiliza, os indeferimentos se devem a irregularidades na composição dos diretórios estaduais dos partidos, sem anotação no Sistema de Gerenciamento (SGIP) do TSE. Além disso, conforme o órgão, as chapas não cumpriram a cota de gênero, que estabelece um percentual mínimo de 30% para mulheres.
Já o caso do Republicanos diz respeito à candidatura de Elizeu da Silva Santos. De acordo com o tribunal, ele se filiou ao partido menos de seis meses antes da eleição, descumprindo o prazo estabelecido por resolução do TSE.
O diretório estadual do Republicanos disse que houve um erro formal no registro da filiação, mas teve seu pedido de retificação negado pelo TRE. A legenda afirmou, ainda, que não pretende recorrer da decisão e o candidato será substituído.
Democrata lança Jeremias Cosmo como candidato ao governo de Pernambuco
Reprodução/WhatsApp
Respostas
Em nota, o Democrata afirmou que:
"a decisão ainda é passível de recurso e, por essa razão, o departamento jurídico do partido já está adotando as medidas cabíveis para recorrer da decisão perante a instância competente";
"respeita as decisões da Justiça Eleitoral e, ao mesmo tempo, exercerá seu direito de defesa e de recurso dentro dos instrumentos previstos pela legislação eleitoral";
"aguarda a apreciação do recurso e continuará acompanhando o processo de forma transparente e responsável, prestando os esclarecimentos necessários à imprensa e à sociedade".
O advogado Emílio Duarte, que representa o Pastor Gilvan Costa, disse que o processo está relacionado a divergências sobre a prestação de contas do diretório estadual do Democrata. Segundo ele, há apenas uma conta pendente, de um extrato de 2024, para apresentar à Justiça Eleitoral. No entanto, segundo o advogado, a conta foi encerrada em 2017.
"Realmente foi uma falha na administração do partido. O partido mudou de direção. O presidente é novo, o próprio pastor Gilvan é vice-presidente e é novo [no partido]. Então, tem muita coisa do passado, das pendências que as pessoas que trabalham com contabilidade eleitoral direito eleitoral sabem que têm que estar atuando e realmente não foram feitas e nós juntamos", afirmou.
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